Não, não são as Bananarama com um lift up mas são também britânicas e já deram a volta ao mundo e venderam 30 milhões de discos. E vocês ainda não conhecem? (A parte da "volta ao mundo" e dos "30 milhões de discos" é mentira.) Mas isto é verdade: podem ouvi-las no MySpace.
Ao que parece, a Casa da Música, tem "medo" de Penderecki. Por isso, Penderecki estará à frente da Orquestra do Norte, amanhã, mas no Instituto Superior de Engenharia, no Auditório Magno. Estranha-se este desinteresse num dos mais importantes compositores da actualidade, tendo em conta, ainda para mais, que a Casa da Música não terá qualquer espectáculo amanhã.
Havia um blogosferista que tinha todos os canhões apontados para o Rock in Rio 2004. O amigo, entretanto, cresceu, emigrou, trabalha nine to five ou é assessor de um ministro e deixou-se destas brincadeiras. De qualquer forma, este seu post de 2004, apesar dos dois anos que passaram, ainda está actual para o Rock in Rio 2006.
P.S. Quando forem comprar batatas ao Continente, levem a revista "Certa" para casa. Tem uma entrevista ao homem do "on and on how fragile we are". O Sting.
The Replacements regressam com uma compilação e abrem as portas para um novo disco. Para já, os dois temas novos, "Message To The Boys" e "Pool & Dive", que podem ouvir clips, foram gravados em 2005, segundo o site.
Pois, é verdade, no Rock in Rio, as bandas portuguesas fazem fila não só atrás de músicos brasileiros desconhecidos mas também atrás de outros de outras nacionalidades. Elected e Gathering não são, de certeza, mais populares em Portugal do que os Mesa. Há, por acaso, alguma rádio que passa, neste momento, os Elected?
Ai está, nunca o termo DEVOLUTION, criado pelos Devo, fez tanto sentido. E como grande exemplo dessa "devolution" do homem, está de regresso esse grande programa, na nossa Dois, sobre a tradição portuguesa, de um espectáculo legal, de tortura de animais. Está num horário que possibilitará a qualquer português fazer do seu filho um homem, com H. Ás 19.00 H, aos sábados.
Os comentários e locuções são fascinantes e as imagens de praças às moscas são também uma alegria.
O Desmond Dekker morreu na semana passada. Aliás, soube da notícia porque li no Juramento sem Bandeira. O Vítor Junqueira escreveu que ele tinha morrido "ontem", o que, contas feitas, dava quinta-feira. Eu fui investigar e li, na Reuters, que tinha morrido na "quarta-feira" e assim escrevi. No entanto, o Nuno Galopim, num apontamento mais longo sobre Dekker, no seu blog, escreveu que tinha morrido também "ontem", o que dava sexta-feira.
No entanto, o New York Times , a MTV, MSNBC escreveram que morreu na "quarta-feira", a ABC, a Billboard, e o Jamaica Gleaner dizem que morreu na "quinta-feira", o que não nos leva a concluir nada sobre o dia verdadeiro da morte de Dekker mas apenas que nem todos estes meios citados se servem das notícias da Reuters.
O Rock in Rio favorece visivelmente os artistas brasileiros. Mesmo artistas desconhecidos, ou com menos popularidade em Portugal, como Marcelo D2, Pitty e Jota Quest, têm lugar no palco principal enquanto os portugueses, Mesa ou Fingertips, ambos com grande popularidade, foram colocados num palco secundário. Mesmo quando actuam no Hot Stage, palco secundário, artistas brasileiros, como Zé Ricardo e Sandra de Sá, actuam sempre em horários mais nobres do que os portugueses. Hands on Approach tocam às 16:30, antes do Zé Ricardo, que ninguém sabe quem é, se perguntarem ao público português, e os portugueses Tara Perdida e Fonzie actuam antes de Sandra Sá. Sim, ela até gravou com Tim Maia, mas alguém a conhece em Portugal?
O "Rock in Rio" é uma multinacional brasileira que aterrou em Portugal e, como tal, deverá, como qualquer outra, não só usufruir do que temos a oferecer à organização do Rock in Rio, como, por exemplo, Portugal servir como plataforma logística para lançamento do Rock in Rio em outros países europeus, mas também, por gentileza comercial ou obrigação contratual, a colocar a marca Portugal, começando pelos nossos artistas, à frente da marca Brasil.
Achei curioso um directo, com Roberta Medina, em que ela falava sobre o seu evento por um mundo melhor, à frente de um dos patrocinadores, a BP, empresa que para além de ser muito pouco amiga do ambiente já se viu enolvida em alguns escândalos que pouco têm a ver com um mundo melhor.
Parece-me a mim que quando se tem uma mensagem a passar devem-se escolher os patrocinadores e não aceitá-los apenas porque passam o cheque.
Não sei se eram os Mosquitos Moscovitas, como os que os Clan of Xymox falavam nos anos oitenta mas, infelizmente, no Parque Tejo, estiveram lá muitos para estragar um pouco a festa do Super Rock.
O melhor directo, do Rock in Rio, deu-se no sábado à tarde em que Rui Unas e Bruno Nogueira, na transmissão do Curto Circuito, a partir do próprio Festival, entram num diálogo sobre "um mundo melhor". Disse Bruno Nogueira que achou que quando começou a descer a Av. Estados Unidos da América (perto do recinto do RIR) que já sentia que estava a chegar a um mundo melhor. E já lá dentro? Aí é que foi, segundo ambos, Unas e Nogueira, sentiram um mundo melhor em pleno. Rui Unas, entretanto, quando Bruno Nogueira dizia "mundo melhor", parava-o e exclamava que era impressionante como ficava com pele de galinha só de ouvir Bruno Nogueira a dizer aquela frase. Aleluia (exclamação apropriada e aprovada pelo patrocinador principal) para os dois, já que os restantes "animadores" limitaram-se a repetir, até à exaustão, pelo resto da tarde, coisas como "Axl já está lá atrás", "ó Zé Pedro o que achaste?" (acho que o Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, deve ter dito, naquela tarde, por três vezes, a três repórteres da SIC, o que esperava para o concerto dos Guns n Roses) ou a citar linhas decoradas das biografias das bandas. What a Pitty!
Pois havia um X, em cima de uma das colunas, a verde, que mais parecia o logotipo da X-Box da Microsoft. E também é verdade que as suas iniciais coincidem com um sistema operativo da Microsoft, o Window sXP. No entanto, o XP talvez também queira dizer eXcelentes Portugueses. Sim, os Xutos e Pontapés teriam metido até o Sr. Bill Gates aos pulos, no seu concerto no Rock in Rio. Foram fantásticos e até passei a achar que merecem aquelas mariquice do Presidente , a tal medalha da cruz de malta (deixem-se de detalhes porque não sei se foi a medalha de cruz de Malta que receberam). O que é verdade é que a malta apoia e concorda.
Pena é que a organização não tenha tido a inteligência, ou não cedido a pressões de agentes ou editores, e tenha metido os Xutos entalados entre uma medíocre Pitty e uns Darkness que só serviram para arrefecer o público antes do Brother Haxel.
O que é que Bill Rieflin (ex-Ministry, baterista dos R.E.M.), Peter Buck (R.E.M.) , Robert Fripp (King Crimson), Fred Chalenor (Caveman Shoestore), Matt Chamberlain (Edie Brickel and the New Bohemians, Pearl Jam, Wallflowers, Tori Amos, Fiona Apple) e Hector Zazou têm em comum? SLOW MUSIC.
Ouvi Roberta Medina dar a entender que o Palco do Mundo, o maior palco, é para bandas já conceituadas e com mais público. Sim? Mi diga Roberta, a brasileira Pitty (quem?) tem mais fãs em Portugal do que os Mesa, que actuarão num segundo palco, Hot Stage? Os Darkness entram para o Palco do Mundo depois dos Xutos, porquê? Exigências do management dos Darkness? Os Xutos têm que se deitar cedo? E os Jota Quest actuam no palco principal porquê? Mutos fãs em Portugal? Fama de novela?
P.S. Os WrayGunn tocam amanhã, no Rock in Rio, à hora do lanche, 16:30, antes de uns interessantes Living Things e os (péssimos) manos Kill The Young.
Continuo sem uma resposta para o facto de Gary Numan ter um espectáculo marcado, nos EUA, em Minneapolis, a 28 de Julho, e, em Portugal, a imprensa ter anunciado que ele, e os Raveonettes, farão a primeira parte dos Depeche Mode, no mesmo dia.
É óptimo que a Antena3 faça a cobertura do Super Rock. Alguns dos comentários, entre concertos, é que seriam absolutamente dispensáveis. Não se pode ter tudo. Obrigado!
Hoje Super Rock aquece com Placebo mas para a semana é que vai ser com Editors, Deus, Franz Ferdinand.
Os dois rapazes dos The Boy Least Likely To colocaram dois novos temas no MySpace, "Hugging My Grudge" e "Rock Upon A Porch With You". Dizem eles que o segundo foi colocado online com a possibilidade de download porque só já estava disponível num disco lançado em vinil.
O disco de Mia Doi Todd, "Manzanita", que foi distribuido em Portugal, tem agora uma versão misturada e dá pelo nome de "La Ninja: Amor and other dreams of Manzanita". No entanto, não esquecer que "Manzanita" é uma óptima surpresa para quem não a conhecer. Podem ouvir alguns temas no MySpace.
O seu primeiro disco, "The Ewe and the Eye", de 1997, foi também reeditado no final de 2005.
O melhor que um homem pode fazer é "mudar de vida", já cantava o Variações. Foi isso que Patrick Krief fez. Mudou de vida sem mudar de vida. Não deixou a guitarra nos Dears e formou uma nova banda, Lesley Lane. Num casamento isto seria, é claro, um adultério, mas no pop ninguém leva a mal. Ainda bem. Ficamos todos a ganhar.
Alex é um fã de Robert Wyatt que criou um espaço no MySpace e, recentemente, escreveu a Wyatt contando o que tinha feito e enviado impressões das páginas. Alex não esperava uma resposta mas, para sua surpresa, teve uma e escrita à mão pelo próprio Wyatt e dizia isto:
Hallo Alex -
what can I say xept thank you so much for your very kind thought, and actions
Not doing gigs of course, I don't actually meet or even know on the whole who's out there keeping an ear out for what I've been doing, so it's a relief to get such amiable feedback.
I dare not get too distracted, though: I'm still struggling to get the next things done, etc.
Besides, I'm vain enough already, in my little way! You ask Alfie!
RW
PS. I hope people'll understand that if I don't respond it's just that my communication methods are still stuck in the deep recesses of the Twentieth century!
Estou bastante descrente sobre a actuação de Gary Numan em Portugal, como noticiado em diversos sítios portugueses (Disco Digital , Pavilhão Atlântico, ...) e em alguns blogs, como no Planeta Pop e no Sound+Vision. Penso que isso só será possível se ele não usar o seu equipamento e tocar de guitarra ao peito, que além de rídiculo é improvável. Ele não é propriamente uma estrela do momento como um Jack Johson que pode vir tocar a Portugal apenas com uma escova de dentes na mala.
Porque é que acho prouco provável? Gary Numan tem, a 26 de Julho, um concerto na Califórnia. Para além disso, na digressão americana dos Depeche Mode, os Bravery e os Raveonettes não tocavam ambos nas primeiras partes dos Depeche Mode mas alternadamente. Os Raveonettes, que têm a data confirmada no seu site online, o que , logo aí, penso eu, torna pouco provável um concerto de Numan com mais de quinze minutos, se, mesmo assim, ele tocar antes dos Raveonettes. Espero estar completamente errado.
Já agora, "Jagged" entrou directamente para o nº 3 do top 40 independente da BBC. ----- Sítio de Numan
Ao ver a entrevista de Roberto Medina, o pai do Rock in Rio, fiquei a saber uma série de detalhes sobre o festival que desconhecia.
Ficou claro, pelas próprias palavras de Roberto Medina, no programa de Ana Sousa Dias, na RTP 2, que a música no Rock in Rio é apenas os pastéis de bacalhau e não o prato principal. Ele declarou que, no último Rock in Rio, 51% das pessoas que se deslocaram ao evento não o fizeram para ouvir e ver os artistas mas para conviver/estar. Esperam ainda que, este ano, a percentagem de pessoas que vai ao Rock in Rio só para estar/passear será ainda maior.
De facto, se pensarmos no que assistimos "in loco" e vemos na cobertura dos outros festivais, o panorama não é muito diferente. Seria interessante saber quantos vão ao Sudoeste, a Paredes de Coura, Vilar de Mouros, e a outros festivias, apenas pela música.
De qualquer forma, há a dizer que o Rock in Rio é um festival virado apenas para a promoção de marcas complementada com a passagem de grandes estrelas de yesteryear e dos top 40´s. Reparemos que não há uma única presença das maiores e mais promissoras bandas da actualidade como, por exemplo, os Arcade Fire, Clap Your Hands Say Yeah, Strokes, Franz Ferdinand, etc. O Rock in Rio ganharia muito mais prestígio com uma programação mais "atrevida", mesmo que mantivesse as grandes estrelas do American Top 40 e dinossauros do rock na programação. No entanto, teriamos, provavelmente, o rídiculo de um bafiento Sting como cabeça de cartaz, em vez de uns Strokes. Nem a Roberta nos ajuda num cartaz futuro mais "atrevido" já que, na entrevista que deu ao Público, disse que se neste festival pudesse ter as bandas ao seu gosto, teria contratado os Green Day, Jack Johnson e mais um ou duas bandas que não me recordo mas nada de muito excitante. A Roberta acertaria em cheio com um, para mim, insuportável, Jack Johnson. Teria noite esgotada.
Mas nem tudo é mau. A representar os sons portugueses teremos uns jovens de Lisboa, os Xutos & Pontapés, e uns rapazes do Porto, que dão pelo nome de GNR.
"O Rock in Rio dá uma visibilidade que nenhum instituto público consegue ou que tenha dinheiro para promover o país desta maneira."
"Não há dinheiro que pague o que damos ao país, em termos de visibilidade e de retorno em turismo."
"...o nosso investimento em comunicação, junto com o dos parceiros, chega a 20 milhões de euros. Fora todos os outros fornecedores, os oito a dez mil empregos directos, os mil empregos indirectos. É que não dá sequer para quantificar todo o retorno. É negócio, números concretos, não é só discurso."
"Lisboa não está neste momento incluída no projecto global do Rock in Rio, que vai juntar Rio de Janeiro, Sidney e Cidade do Cabo em simultâneo. Em princípio voltamos a Portugal em 2008..."
"É muito fácil dizer que o Rock in Rio é um festival de música, mas o Rock in Rio não é isso. Portanto é preciso ter muita atenção para passar a mensagem correcta, na nossa comunicação e na dos nossos parceiros. E nós temos isso muito controlado."
"O Super Bock não é uma concorrência de evento, é uma concorrência de marketing, porque o nosso conceito não concorre com ele directamente."
"Ainda estamos com o Rock in Rio e eu já estou a pensar no evento da Árvore de Natal."
Declarações de Roberta Medina, Directora-Geral do Rock in Rio, in "Dia D / Público" (22.05.06)
Peço desculpa pelo exagero de vídeos dos anos oitenta mas o meu mal já foi diagnosticado. Tenho uma oitentatinite e já estou a tomar o antibiótico adequado.
Sobre o debate de ontem, na RTP 1, do Prof. Carrilho vs. o Dr. Ricardo Costa (SIC) com as presenças do Eng. Emídio Rangel e do Dr. Pacheco Pereira e das claques, tenho isto a dizer:
Pois seria. Brooklyn, e a América, e o Mundo, seriam muito mais tristes sem o humor sarcástico e inteligente a que o John e John nos submetem há muito e, ainda assim, infelizmente, muito mal divulgados na Europa. Eles ainda vão brincando com coisas sérias. Senão ouçam este "sound bit" adequado para atendedores de telefones: "Call Connected Thru the NSA" (NSA é a National Security Agency). No entanto, continuma a fazer brincadeiras mais longas como "P.S.O.K.", inspirada nos disparates "mega-fmeiros" que Paul Stanley diz nos concertos dos seus KISS. Sim, P.S.O.K. quer dizer Paul Stanley of Kiss.
Mas há novidades para ver, acompanhadas dos comentários próprios do "deranged millionaire", e para comprar, em exclusivo, no site da banda.
Quanto ás paródias sobre lugares comuns não esperem ouvi-las em mega-feiras ambulantes. Eles não vão.
Já sabem que a Norah anda a dar umas voltas num circuito que, talvez, alguns não tenham dado por isso. Já sabem dos Little Willies, uma espécie de supergrupo a divertir-se e a tocar música da alma e com alma, onde Norah toca piano e empresta a voz, e agora a Norah aparece-nos nas Sloppy Joanne´s de guitarra ao peito e a fazer vozes. E já conheciam a banda punk de Norah? As El Madmo.
As Sloppy Joanne´s são Sasha Dobson (voz principal e guitarra ritmo), Norah Jones e Daru Oda (voz principal e baixo)e podem encontrá-las, com muita sorte, em Nova Iorque, a tocar, algures, numa sala com mesa de bilhar.
Novo disco, "Victory for the Comedian", dos Divine Comedy, a 19 de Junho. "Diva Lady" e "The Light of Day" já rodam no MySpace. Neste disco vai haver uma versão de "Party Fears Two", tema dos Associates.
Não é preciso ser-se vegetariano, ou um radical defensor dos animais, para estar contra um "espectáculo" de tortura onde um animal indefeso, sem qualquer treino e que viveu livre e sem quaisquer inimigos naturais, incapacitado das suas armas naturais, e, muitas vezes, debilitado fisicamente antes de entrar na arena, seja confrontado por seres "racionais" e preparados para um confronto em que os vencedores e os vencidos estão anunciados de início. (Alguma vez ouviram falar de touros que são tratados das feridas da corrida e voltam ao campo por terem vencido o "confronto"? Com sorte, os animais não sofrerão dias a fio, com as feridas no corpo, num qualquer curro, até que os abatam num matadouro municipal.)
O Campo Pequeno, em Lisboa, apesar das remodelações, é apenas uma triste recordação de como somos um povo onde há pessoas que tiram prazer de uma "arte" que nada mais é do que a crueldade, por prazer, de uma espécie animal contra outra. Essas mesmas pessoas, que têm esse prazer, provavelmente, se lhes perguntássemos se estariam contra outras coisas como "lutas de cães" que, a meu ver, são mais "justas", o que não quer dizer que concorde com elas, na medida em que se dão entre dois animais da mesma espécie e com semelhantes experiências e "armas" de defesa, diriam que sim.
A melhor manifestação que temos contra a re-abertura do novo Campo Pequeno e a continuada utilização deste espaço para as touradas é boicotarmos o mesmo. Essa é a nossa maior arma. Não façamos compras, não utilizemos os parques, não utilizemos as suas salas de cinema e não frequentemos espectáculos lá realizados. Deveriamos também manifestar, enquanto consumidores, o nosso desagrado às marcas que lá se estabelecerem. Se o não fizermos, estamos a ajudar a subsistência e viabilidade comercial deste espaço e assim também a apoiar as touradas. A realização de touradas em Portugal, e agora novamente na capital, mancha o nosso nome como povo de uma nação pertencente ao denominado primeiro mundo. Sigamos as pegadas dos melhores exemplos europeus como Barcelona.
Nota: A Quercus e diversas associações da defesa dos animais vão-se manifestar, amanhã, contra as touradas no Campo Pequeno.
PArece que para os Concretes a digressão americana não começou muito bem. Já ficaram sem guitarras e outro material. Nem o Oliver (na foto) conseguiu guardar as coisas. Leiam, por inteiro, na secção de notícias no sítio da banda.
Os GnR tocaram na sexta-feira em Nova Iorque...Bem, deles parece que só resta mesmo o Axl Rose com menos quilos, um cabelo de fazer inveja à Sara Tavares, mas, de resto, o as duas horas e meia de "som" foram "the same old shit". Quer isto dizer que foram quatro anos de paragem...perdidos.
Sabiam que Slash, guitarrista dos Guns ´n´Roses,ofereceu-se para substituir John Squire nos Stone Roses? Ian Brown recusou mas hoje diz-se arrependido. Fonte: Contact Music
Já ouvi compararem as Organ aos Smiths mas não percebo porquê. A mim recordam-me, sim, os Cure, na sonoridade, e os Blondie, na voz. Smiths, não consigo escutar.
A beleza não se esgotou no primeiro disco de Megan Reilly. Ela que foi, no início, apadrinhada por Steve Shelley (Sonic Youth), que a apresentou a diversas pessoas do meio, algumas delas, como Steve Goulding (Mekons), Tony Maimone (Pere Ubu), que viriam a ser alguns dos músicos que tocaram consigo em estúdio e a têm acompanhado. Têm mais detalhes aqui.
Ela vai fazer, neste Maio, as primeiras partes de alguns concertos de Tom Verlaine.
O seu sítio na web e no MySpace para ouvirem e lerem mais sobre Reilly.
Uns dos meus projectos suecos preferidos (há muito), os Sambassadeur, têm um novo EP, "Coastal Affairs", com quatro temas. Alguns temas estão já a tocar onde vocês já sabem. Como o som por lá parece que está um pouco constipado, podem ouvir o tema "Kate", em alternativa, através do link concedido pela Labrador Records.
Não sei onde ele vai buscar o tempo mas, para além do seu trabalho no DN, colaboração com a Radar, palestras na FNAC, manutenção de um blog, ainda teve espaço para realizar, conjuntamente com a EMI, a recente compilação de António Variações e, para breve, vem aí livro, uma biografia sobre Sérgio Godinho.
Felizmente, ainda há uma editora discográfica mutlinacional, em Portugal, que aposta na nossa música e há também editores de livros que ainda apostam em trabalhos sobre os nossos músicos. Nessa área, infelizmente, há tanto para editar e não é por falta de gente, com talento e muito interesse, na nossa música, para os escrever.
Os manos Heather e Nicholas Larimer são também o duo Eux Autres, da costa noroeste dos EUA, com o fascínio pela pop francesa dos anos 60. O seu primeiro disco, "Hell is Eux Autres" é só deste ano mas a banda já existe desde 2003. Há quatro temas do seu primeiro longa duração disponíveis no MySpace.
Os Electric Soft Parade, uma das bandas britânicas que, injustamente, não tem tido a atenção pela crítica que deveria, quanto a mim, dedicaram-se à anatomia humana e lançam "The Human Body", um novo EP, nos EUA e na Grã-Bretanha. No MySpace já se podem ouvir três temas desse trabalho, um dos quais que sairá apenas na edição norte-americana.
Haverá um novo disco, só lá para Outubro deste ano.
A Danielson Famile voltou com "Ships", coisa que deve ter dado um trabalho que esvaziou os stocks de aspirinas nas farmácias lá na terra do Daniel. Não? Neste disco colaboraram membros dos Deerhoof, Sufjan Stevens, Why?, Half-handed Cloud, Steve Albini, Kramer, ... Mais convencidos com a questão das aspirinas?
Até ao momento, a presença dos Bauhaus (David J e Peter Murphy na foto) em Paredes de Coura é o último concerto da sua longa digressão. Até ver.
Outros nomes, até agora, que estarão no Festival são Morrissey, Yeah Yeah Yeahs, Fischerspooner, !!!, White Rose Movement e os Shout Out Louds (com que tanto vos massacrei há muitos meses atrás).
Os outros, os Flesh For Lulu, é que cantavam essa do "Postcards From Paradise" mas lembrei-me dessa, a propósito desta, "Postcards From Italy", do disco, "Gulag Orkestar", dos Beirut, que sai amanhã. "Mount Wroclai (Idle Days)" é outro tema do disco que podem já ouvir.
Não, os Beirut não são de lá do meio dos montes mas sim apenas um rapaz de 19 anos, o Zach Condon, californiano a viver em Brooklyn, Nova Iorque, e uns amigos. Um dos seus amigos é Jeremy Barnes, também conhecido como o Sr. Neutral Milk Hotel, que lançou o último disco em 1998 mas só recentemente foi "descoberto" pela crítica indie round da wold.
Os Clientele colocaram, no MySpace, dois vídeos, em Super 8, feitos pela banda. Um, "Reflections After Jane" , para um tema de 2000, do disco "Suburban Light", e "House on Fire", tema de 2003 de "The Violet Hour". Encontram ambos os vídeos no cd "Violet Hour".
TPC mas não é Trabalho Para Casa. Este TPC trata de mais um clube. Desta vez temos o Tokyo Police Club que, por acaso, não são japoneses mas, para variar, canadianos, de Toronto. E estes vão dar muito que falar. I promise.
Sou um grande fã de David Bowie. E acho que há muito pouco que David Bowie não permitiria que fizessem com os seus temas, pagando a quantia certa, não? Eu penso que se ele deixou Seu Jorge "falar" estas letras (ver abaixo) em "Life on Mars" e "Rebel Rebel", ao quê é que ele diria que não?
-------------------------------------------- Life On Mars (David Bowie)
Quantas coisas do coração Não conseguem compreender O que mente não faz questão E nem tem forças pra obedecer Quantos sonhos já destrui E deixei escapar das mãos Se o futuro assim permitir Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós Tem um mundo a esperar por nós No infinito do céu azul Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua lingua Então vem, eu quero abraçar você Teu poder vem do sol Minha medida Então vem, vamos viver a vida Então vem, senão eu vou perder quem sou Vou querer me mudar para uma life on mars
Quantas coisas do coração Não conseguem compreender Porque a mente não faz questão Nem tem forças pra obedecer Quantos sonhos já destrui E deixei escapar das mãos Se o futuro assim permitir Não pretendo viver em vão
Meu amor, não estamos sós Tem um mundo a esperar por nós No infinito do céu azul Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua lingua Então vem, senão eu vou perder quem sou Seu poder vem do sol Minha medida Então vem, vamos viver a vida Meu bem, senão eu vou perder quem sou Vou querer me mudar para uma life on mars
Rebel Rebel (David Bowie)
Você não sabe se vai ou vem Pouco me importa se o dinheiro é seu Ei baby se o cabelo é legal Moda na gringa é feliz natal
Se equivocou mas ficou tudo bem Agora diz que está na onda zen Ei baby você venceu Passe amanhã e pegue o que é seu
A maquiagem vai desmanchar Para o seu medo aparecer Zero a zero, agora eu vou Você deu mole então eu marco um gol
Zero a zero, você venceu Passe amanhã e pegue o que é seu
Ir ao Banco, no supermercado, acontece mais uma vez, este fim-de-semana. Podem ajudar quem mais precisa, agora, também, em alguns estabelecimentos, com a campanha-vale que permite que não tenham que transportar fisicamente, até à saída, o produto que pretendem oferecer. E não se esqueçam que mais vale oferecer pouco do que nada. Nada, infelizmente, não alimenta.
Ao ouvi-los, pensamos que são ingleses e que até tomam café com os Saint Etienne e outros que tais. Ingleses? Não. Os Persephone´s Bees são americaníssimos. Bem, são americanos com uma vocalista que nasceu na Rússia, Angelina Moysov, e que imigrou para a América em 1993.
Eles ganharam o prémio de melhor banda pop na Califórnia, em 2002, e tiveram um tema incluído na banda sonora de "Bewitched" mas só este ano, a 20 de Junho, terão, nos EUA, o seu primeiro longa duração, "Notes From The Underwold", numa multinacional.
Certamente, já pensaram , quando ligam para um canal de música na televisão por cabo, que, numa semana, viram o mesmo vídeo vinte vezes. Não é uma impressão mas uma certeza. Os canais de divulgação funcionam com fins lucrativos, como sabem, e assim os vídeos que vêm são pagos para os verem. Não, os canais de vídeo não são dirigidos por pessoas com mau gosto (apenas não estão lá para gerir as coisas ao seu gosto mas para fazer a coisa dar dinheiro...o mais possível, senão não vão ter emprego no mês seguinte) mas também não existem para serem divulgadores do "bom" gosto, algo que é altamente subjectivo. Bem, isto tudo para dizer que a editora Sub Pop não é propriamento uma editora pobrezinha e desconhecida mas, na verdade, muitos dos vídeos que vão agora aparecer num dvd não viram muitas vezes na tv, se é que viram alguma vez. São apenas 25 vídeos que agora poderão ver no conforto do vosso quarto, lar, cabana ou, quiça (não adoraram esta palavra?), no vosso I-Pod.
Chega de conversa! O dvd chama-se "Acquired Taste" (o que quer dizer em Português, ao ser traduzido por uma empresa legendagem de longas metragens, d isto: "O Gosto Comprado")
Os vídeos são estes:
01. New Slang - The Shins 02. Things I Don't Remember - Ugly Casanova 03. Southern Anthem - Iron And Wine 04. Such Great Heights - The Postal Service 05. No Not Now - Hot Hot Heat 06. Nighttime/Anytime - Constantines 07. Naked as We Came - Iron And Wine 08. How We Know - The Thermals 09. On Your Way - The Album Leaf 10. We Will Become Silhouettes - The Postal Service 11. Pink Bullets - The Shins 12. Death of a Salesman - Low 13. I Do Dream You - Jennifer Gentle 14. Don't Look Away - The Helio Sequence 15. Wives of Artie Shaw - Kinski 16. Entertain - Sleater-Kinney 17. Jumpers - Sleater-Kinney 18. Pretty Dress - Rosie Thomas 19. Clinically Dead - Chad VanGaalen 20. Dirty Lives - Love as Laughter 21. Lives of Crime - Fruit Bats 22. Shine a Light - Wolf Parade 23. Not Going Home - The Elected 24. Publish My Love - Rogue Wave 25. It Is Us - Mudhoney
Eu, que não sou fã de hip-hop, confesso que alguns projectos nacionais têm-me supreendido. E a surpresa é, não tanto nas letras, que, infelizmente, a maioria, são, na minha opinião, é claro, de uma pobreza que dá para desejar que a rapaziada não desista de ler, estudar e aprender, mas nas ideias, nas misturas e nos sons que servem de fundo para as vozes.
Hoje, chegou-me um convite do KoolTuga para o adicionar no MySpace. Posso-vos dizer que achei o seu som fantástico. Ele podia constar em qualquer compilação internacional deste género e deixaria Portugal muito bem visto. Bem lá em cima. Esquecemos, por vezes, que muitas das músicas, que nos dão para mastigar nas rádios e para ver na televisão, são feitas por gente com milhões de dólares na mão para produção e promoção, e têm, na verdade, menos talento numa mão cheia que alguns destes rapazes e raparigas que vão surgindo no nosso meio do HipHop.
Força para o KoolTuga e para todos os outros amadores que nos vão dando, com muito custo e sacrifício, música boa em Portugal. Na verdade, muita dela mais criativa do que a feita por alguns dos "consagrados".
Aleluia, que vão me chegando excelentes projectos portugueses que fazem utilização do MySpace. Slow Soldier, o projecto de João Ribeiro, é um deles. O EP, Sloppy Seconds, é já de 2005.
Espero que o Slow Soldier possa continuar a explorar as suas ideias.
Lily Allen, filha de Keith Allen, comediante britânico que, entre outras coisas que fez na vida, foi co-autor, com os New Order, do "hino" futebolístico "World In Motion", será, certamente, um nome que todos terão na boca, num futuro próximo. Para já, o seu single, "LDN" (vejam o divertídissimo vídeo) é fantástico. Ao repararmos nas sua influências musicais, que ela cita no MySpace, tanto encontramos Dizzee Rascal como Ian Dury, ou Blondie , ou Rip Pig and Panic, ou The Streets ou Arcade Fire, e percebemos com mais facilidade o seu som.
Temos MULHER!!!!!
Lily...You can have my number cause I didn´t lose my phone. ;-) You make me SMILE.
Talvez alguns de vocês já conheçam a norte-americana Jen Gloeckner. Se não a ouviram, passem pelo MySpace e escutem a sua tonalidade, tão invulgar, em alguns dos temas da sua estreia de 2005, "Miles Away". Podem comprar aqui, se desejarem.
Os rapazes dos Voxtrot têm uma secção que não tem um link, para não consumirmos os seus tostões na sua conta de largura de banda para a net. No entanto, se vocês não forem gananciosos, e fizerem apenas um download de cada música, eles não se vão importar.
Para os mais preguiçosos, os links estão abaixo, mas na última linha está um link para uma página com a explicação para estas versões.
Matt Friedberger, uma das metades dos Fiery Furnaces, vai lançar os seus primeiros trabalhos a solo. Pensa em tudo e toca tudo, nos dois discos:"Holy Ghost Language School" e "Winter Women".
As datas dos Fiery Furnaces na Europa são estas, conforme o seu site: Maio
4 Manchester, UK / Night & Day 5 Glasgow, UK / ABC 2 6 Dublin, IE / Whelan's 8 Leeds, UK / The Cockpit 9 London, UK / King's College 10 Brighton, UK / Concorde 2 11 Brussels, BE / AB Club 13 Cologne, DE / Gebaude 9 14 Hamburg, DE / Molotov 15 Berlin, DE / Magnet 17 Amsterdam, NL / Paradiso Upstairs 19 Paris, FR / Noveau Casino 20 All Tomorrow's Parties Festival, UK
Pois é, andam por aí temas do novo disco de Sufjan a rodar na net. Agora que existe um link de uma empresa com costas largas, a proprietária da Entertainment Weekly, posso dizer-vos: vão lá ouvir. E batam o pé, por favor. É excepcional, não é?
O novo disco, "Avalanche", uma colecção de temas acabados ou idealizados para "Illinois" mas que não couberam, sai a 11 de Julho. Mais informação sobre o disco no Gato Asmático.